Milho transgenico e liberado para comercializacao
Com sete votos favoráveis, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) autorizou nesta última terça-feira (12/02) a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado (GM) - MON810, da Monsanto do Brasil Ltda. e Bayer LL, da Bayer Crop Science. A reunião foi realizada em Brasília (DF) e contou com os onze ministros do conselho presentes. Ambas variedades já haviam sido aprovadas para comercialização pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e estiveram durante quase 10 anos entre idas e vindas judiciais.
Para Odacir Klein, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), "a decisão correta do conselho de ministros reconheceu a capacidade da CTNBio e fortaleceu o exercício das competências da mesma". Klein declara ainda que "da ótica do produtor, a liberação para produzir sementes transgênicas significa melhores condições de competitividade com outros países e parabeniza os Ministros pela decisão".
Ywao Miyamoto, presidente da Abrasem – Associação Brasileira de Sementes e Mudas, também comemorou a decisão favorável aos transgênicos pelo órgão máximo de biossegurança no País. "Não se pode impedir o agricultor de evoluir e era o que estava ocorrendo até agora. Se está comprovado tecnicamente que a biotecnologia é boa para a agricultura e para o meio ambiente, já que os cientistas da CTNBio atestaram isto, não teria sentido continuar privando o produtor de dispor das ferramentas tecnológicas que ele necessita", afirmou o presidente da Abrasem. A entidade que lançou recentemente um estudo inédito demonstrando os benefícios ambientais que a biotecnologia pode trazer ao País, entre eles a redução substancial de água, agrotóxicos e diesel
Para o presidente do Clube Amigos da Terra (CAT), de Tupanciretã-RS, Almir Rebelo, a decisão é totalmente coerente com os interesses brasileiros. "como produtor estou comemorando essa decisão, pois entendo que esse é o primeiro passo para o desentrave das barreiras que impediam o desenvolvimento da agricultura Brasileira. A competitividade nacional aumentará diante dos concorrentes internacionais e nós, agricultores, também teremos maiores ganhos com a nossa produção", observou. Rebelo destacou ainda a importância do cultivo de transgênicos para o meio ambiente e para a saúde dos que trabalham no campo. "Além de economizarmos com agrotóxicos, estamos contribuindo com a adoção de uma tecnologia limpa", acentuou.
Fonte: Barcelona Soluções Corporativas
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