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11 Fevereiro 2008

Ministro assina termo de cooperacao com a camara de comercio Brasil-Arabe

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, assinou nesta última quinta-feira (7), termo de cooperação com a Câmara de Comércio Brasil-Árabe, que tem por objetivo aumentar parcerias comerciais com os 22 países de língua árabe representados na Câmara.
De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, nos dias 24 e 25 de fevereiro, missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estará nos Emirados Árabes, considerado o grande entreposto comercial do mundo árabe, para projetar novas oportunidades de negócios. Vários setores do agronegócio estarão presentes na Gulfood, feira de alimentos que se realiza em Dubai neste período. O Ministério representará o Brasil juntamente com empresários dos setores de lácteos, café e alimentos processados.
Na opinião de Célio Porto, é grande o interesse mundial em negociar com os países árabes. “Hoje, temos como principais clientes o Irã, o Egito e a Arábia Saudita. O importante é que diversifiquemos mais as exportações, porque elas estão concentradas em produtos como em carne bovina, de aves e açúcar. Existe um grande potencial nas áreas de frutas, lácteos e arroz”, enfatizou.
Depois de participar da Gulfood, os representantes do Mapa estarão na Arábia Saudita, nos dias 26 e 27 de fevereiro, para tratar de novas oportunidades de negociações entre os dois países.

Fonte: Mapa

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07 Fevereiro 2008

Crescimento do agronegocio no Brasil depende da preservacao ambiental, alerta ministerio

Wellton Máximo Repórter da Agência Brasil

Brasília - O agronegócio no Brasil tem potencial para crescer pelos próximos dez anos, desde que a produção se fundamente na preservação dos recursos hídricos e do solo. A conclusão é do estudo Projeções do Agronegócio: Mundial e Brasil, divulgado na última semana pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.
O relatório pretende orientar a política do ministério nos próximos anos. De acordo com o estudo, para que o crescimento ocorra de forma consistente, é essencial o desenvolvimento de tecnologias para a conservação da água, da floresta e da fertilidade natural das terras. Segundo o documento, a Amazônia terá de ser objeto de uma política específica que preserve a sustentabilidade da floresta.
Conforme o estudo, a oferta de recursos naturais no Brasil será fator de competitividade no futuro, quando o aumento da população e da renda mundial elevará a demanda por alimentos. “A disponibilidade de recursos hídricos será de fundamental importância para o desenvolvimento do agronegócio e para a segurança alimentar”, afirma o documento.
De acordo com o relatório, o Brasil poderá se beneficiar do crescimento da população mundial, que deve pular dos atuais 6,5 bilhões de habitantes para 8,3 bilhões em 2030. O maior aumento se dará na Ásia, que terá mais 1,1 bilhão de pessoas no período. Nesse cenário, segundo o estudo, alguns países superpopulosos, como China e Índia, enfrentarão escassez de áreas cultiváveis e alta demanda por comida.
Para o Ministério da Agricultura, a manipulação genética de plantas não se opõe à preocupação com o meio ambiente. Na avaliação dos autores do estudo, as melhorias na produtividade obtidas com os avanços da biotecnologia, farão com que boa parte do crescimento da produção agrícola não se dê sob a expansão da área plantada. “O desafio é incorporar as inovações científicas e tecnológicas ao agronegócio brasileiro, garantindo a sua competitividade no médio e longo prazo”, afirma o relatório.
Pelas projeções do ministério, o efeito do ganho da produtividade poderá ser sentido principalmente na produção de grãos. O estudo aponta que, daqui a dez anos, a área plantada de soja, trigo, arroz, feijão e milho atingirá 51,43 milhões de hectares, o que representará aumento de 15,7%. No mesmo período, no entanto, a colheita será de 147,77 milhões de toneladas, volume 26,8% maior que o obtido na última safra.
Além das próprias projeções do Ministério da Agricultura, o documento baseou-se em informações de órgãos e entidades nacionais, como o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O relatório também leva em conta dados de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O trabalho dá continuidade a relatório divulgado em 2006.

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