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25 Abril 2008

ISO Datagro promovem Conferencia Internacional Sobre Acucar e Alcool 2008

Será realizada no próximo dia 07 de maio a ISO/Datagro - Conferência Internacional Sobre Açúcar e Álcool 2008, promovida em conjunto pela Datagro, consultoria brasileirade açúcar e Biocombustíveis que se destaca no cenário global, e a Organização Internacional do Álcool (ISO, sigla em inglês).

O evento é realizado como apoio ao tradicional Sugar Dinner de Nova Iorque, na mesma data e local, e permitirá o intercâmbio de idéias entre os principais países produtores e consumidores do setor. Terá como tema central "Açúcar e etanol – novas oportunidades globais" e promete transformar o legendário The Rainbow Room – Rockefeller Center, em Nova York (EUA), em palco das atenções que mobilizam os principais produtores, processadores, refinadores de cana e beterraba, investidores, empresários e banqueiros de todos os continentes.
O temário do evento inclui ainda sessões de debates sobre o contexto econômico, comercial e político em que se insere o segmento voltado à produção de açúcar, adoçantes e etanol. Aspectos cruciais serão discutidos, tais como: "Açúcar e Etanol do Brasil – uma nova surpresa?"; "A nova dinâmica da demanda pelo etanol dos EUA e legislação"; "O papel e o impacto dos fundos nos mercados futuros e no investimento em açúcar"; "O impacto do derretimento dos mercados financeiros sobre o açúcar"; "Tendências de consumo futuro para o açúcar e edulcorantes"; "Qual será o impacto do Nafta sobre o comércio regional de açúcar e HFCS?"; "Plásticos de açúcar – impacto de mercado potencial".

A abertura dos trabalhos será conduzida pelo brasileiro Plínio Nastari, presidente da Datagro e as considerações finais ficarão a cargo de Peter Baron, diretor-executivo da ISO (International Sugar Organization). Os interessados em obter mais informações e efetuar inscrições devem entrar em contato com a secretaria executiva da conferência, através do telefone (5511) 4195-7774, fax (5511) 4195-6659, e-mail conferencia@datagro.com.br ou, ainda, através do website www.isodatagrony.com. Haverá tradução simultânea para o português e espanhol. As informações são da assessoria de imprensa da Datagro.

Fonte: Agrolink

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Mesmo em plena safra, soja sobe no pais

A interrupção das exportações argentinas acentuou o aperto da oferta mundial de grãos e ajudou a inflar os preços futuros da soja, já pressionados por fatores fartamente conhecidos: demanda pela commodity em alta, puxada especialmente pelo consumo chinês, enfraquecimento do dólar, preços recordes do petróleo e baixos estoques mundiais. E, para os preços da soja no mercado doméstico brasileiro, os problemas na Argentina tiveram uma influência ainda maior.

Até a última quarta-feira, o preço médio da saca de 60 quilos em Cascavel (PR) no mercado de lotes aumentou 43% na comparação com abril de 2007, para uma média de R$ 42,43, e, em Paranaguá (PR), o preço médio cresceu mais de 46%. Em Sorriso (MT), a alta foi ainda mais forte: com o preço médio de R$ 35,28 apurada até quarta-feira, o aumento foi de 56% em comparação com abril do ano passado.

"Petróleo, dólar e demanda chinesa são fatores que já puxavam os preços para cima. A Argentina teve impacto nas bolsas, afetou especialmente o Brasil", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora. "Os prêmios para exportação estão todo mês com viés de alta, e em plena época de colheita, quando costumam cair".

Problemas climáticos no Rio Grande do Sul, onde foram registradas geadas neste mês, reforçaram o cenário de preços altos que já tem sido amplificado pelos problemas argentinos. Estima-se que a quebra da safra no Estado fique entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de toneladas.

Com isso, a Tetras reduziu sua estimativa de produção brasileira na safra 2007/08 de 62,5 milhões de toneladas para algo entre 61,5 milhões e 62 milhões de toneladas. De acordo com a última estimativa apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de soja deve crescer 2,7%, para 59,9 milhões de toneladas. Para o Rio Grande do Sul, a estimativa é de queda de 18,2%, para 8,1 milhões de toneladas.

Além de turbinar os preços no Brasil, a situação argentina reduziu a disponibilidade de grão nas unidades de processamento. Somadas, as indústrias localizadas em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais têm entre 20% e 30% de produto disponível para comercialização, afirma Sayeg. "Em plena safra, isso deveria estar entre 80% e 100%", avalia.

"Mesmo com a oferta maior, em virtude do crescimento da produção, não houve decréscimo dos preços. O mercado interno acompanha as cotações na bolsa de Chicago, mas isso também é reflexo do que ocorre na Argentina", diz Gabriel Pesciallo, analista da Agência Rural. Ontem, os contratos de soja para julho caíram 24,50 centavos de dólar em Chicago, para US$ 13,61 o bushel.

Nesta safra, com o aumento das vendas antecipadas, poucos produtores puderam se beneficiar do aumento do preço da soja. Até o dia 18 de abril, as vendas chegaram a 67% do volume esperado para a safra 2007/08, que, segundo a Agência Rural, deverá chegar a 63 milhões de toneladas.

De acordo com o levantamento mais recente feito pela empresa, a colheita da soja chegou a 80% até a última terça-feira. O número é 11 pontos percentuais inferior ao apurado no mesmo período da safra 2006/07.

Valor Econômico
Autor: Patrick Cruz

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Etanol atrai grandes negocios ao Pais

Sob ataque cerrado no mercado internacional, o etanol brasileiro dá sinais de ter chegado à maturidade. Dois grandes negócios na área da agroenergia foram anunciados ontem. A BP, gigante britânica do petróleo, comprou metade de uma joint venture entre Santelisa Vale e Grupo Maeda para produzir etanol em Goiás. Juntas, vão investir R$ 1,66 bilhão em açúcar e álcool. A Cosan, gigante brasileira do etanol, adquiriu 100% dos ativos da Esso por US$ 826 milhões.

A oferta da Cosan pegou o mercado de surpresa. Várias empresas disputaram o negócio, mas os candidatos mais prováveis à compra eram a GP Investimentos e a Petrobrás, que levaria a Esso em parceria com a mineira AleSat.

Com a aquisição, a Cosan vai virar uma espécie de Petrobrás do álcool. Dominará toda a cadeia do combustível - da produção à distribuição. Trata-se da primeira produtora de etanol do mundo a deter esse sistema totalmente integrado. Além da rede de 1.500 postos, o pacote inclui também a fábrica de lubrificantes da Exxon Mobil.

A explosão das vendas de carros e do consumo de etanol no Brasil - que em fevereiro superou o de gasolina pela primeira vez em anos - foi o principal estímulo para a Cosan estrear no segmento. ´O preço do petróleo em níveis elevados e a crescente atenção a questões ambientais também contribuíram para nossa decisão´, diz o diretor de relações com o investidor da Cosan, Paulo Diniz. ´O momento é considerado ímpar. A Esso era uma oportunidade única de explorar o setor, que tem poucas alternativas de entrada.´

O setor de distribuição é extremamente concentrado no Brasil. Cerca de 80% está nas mãos de alguns poucos grupos, liderados pela Petrobrás, dona da rede de postos BR. Até o ano passado, a Esso era a quinta maior. Tinha 7,2% do mercado, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). Embora o mercado tenha crescido quase 10% no ano passado, a Esso não acompanhou o ritmo dos concorrentes. A receita líquida caiu 0,9%, para R$ 9,2 bilhões.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acredita que a venda da Esso para a Cosan deverá beneficiar a concorrência e o consumidor. ´Nada contra os estrangeiros, mas fico satisfeito com a presença de uma empresa brasileira numa operação desse porte.´

Os executivos não revelaram o plano de investimentos em expansão da rede, mas disseram que querem recuperar a participação histórica de mercado da Esso. Eles afirmaram que a Cosan não vai disputar os ativos da Esso na América Latina e que a compra não inviabiliza investimentos programados para a produção de etanol.

Patrícia Cançado
Fonte: O Estado de S. Paulo

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BP investe em projetos de etanol da Santelisa e Maeda

A companhia inglesa British Petroleum anunciou ontem que adquiriu 50% da Tropical Bioenergia S/A, empresa que pertence aos grupos nacionais Santelisa Vale, segundo maior grupo sucroalcooleiro do país, e Maeda, um dos maiores produtores de algodão. Com esta aquisição, os ingleses marcam sua estréia no mercado de produção de etanol no Brasil.

Para adquirir os 50% na companhia, a BP está fazendo aporte de R$ 100 milhões e vai participar dos investimentos que já estão em curso pela Tropical, no valor de R$ 1,6 bilhão. Esses recursos serão aplicados na construção de duas usinas sucroalcooleiras. A primeira unidade entrará em operação em junho em Edéia (GO). A segunda encontra-se em fase de análise de projeto e sua localização ainda não foi definida. Nesta nova configuração, Santelisa e Maeda ficam com participação de 25% cada.

"Acredito que o mercado de biocombustíveis tem um grande potencial e é por isso que estamos investindo neste segmento", diz Philip New, diretor da divisão de biocombustíveis, recém-criada pela British Petroleum. A empresa começou a fazer pesquisas em pinhão-manso e tem interesse em investir em biodiesel.

A expectativa é de que as duas usinas processem 4,8 milhões de toneladas de cana nos próximos cinco anos, quando os projetos estiverem consolidados. A produção de etanol das duas unidades devem superar 800 milhões de litros por safra. Além da produção de etanol, as unidades deverão vender energia elétrica excedente - gerada a partir do bagaço de cana. Cada usina poderá destinar ao mercado pelo menos 30 MW.

Resultado da fusão entre as usinas Santa Elisa, de Sertãozinho (SP), e Vale do Rosário, de Morro Agudo (SP), e outras três unidades paulistas, a Santelisa tem investimentos da ordem de R$ 2 bilhões para quatro novas usinas, independentes dos projetos em parceria com a BP e Maeda.

Fonte: Valor Econômico

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