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26 Fevereiro 2008

Producao de etanol precisara aumentar 12 vezes para substituir 10% da gasolina

São Paulo - Para abastecer 5% do mercado mundial de álcool combustível, o Brasil precisará aumentar a sua produção em seis vezes mais, atingindo 100 bilhões de litros. O dobro disso seria necessário para substituir 10% do consumo mundial de gasolina.

Esse potencial pode ser alcançado pelo país até o ano de 2025, segundo previsões apresentadas pelo professor Luiz Cortez, da Faculdade de Engenharia Agrícola e Coordenador de Relações Institucionais e Internacionais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em entrevista à Rádio Nacional AM.

Os dados constam em um estudo do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, realizado em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Os pesquisadores acreditam que o Brasil tem todas as condições necessárias para uma produção em escala e, assim, alcançar um volume suficiente para abastecer tanto o crescimento previsto do consumo no mercado interno quanto atender pedidos de fora do país.

Segundo projeção divulgada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogélio Golfarb, até 2013, o número de veículos movidos à álcool e gasolina (os chamados flex fuel) em circulação crescerá em 500%. A frota atual, segundo ele, alcança 2,6 milhões de unidades.

“Essas próximas décadas vão ser de maior atenção em relação aos biocombustíveis no mundo. E o Brasil tem uma posição privilegiada no nosso entender e é interessante ao país aproveitar essa oportunidade”, acentuou o professor Luiz Cortez.

Ele informou que existe um projeto em andamento na Unicamp , coordenador pelo professor Cerqueira Leite, que está, justamente, estudando “as implicações do Brasil em almejar e contribuir na redução do consumo de gasolina no mundo”. Nessa tarefa, conforme esclareceu, são avaliados os efeitos no campo social, ambiental e econômico no caso de uma significativa expansão das exportações de álcool, principalmente, para o mercado norte-americano.

Cortez argumentou que o país pode aumentar a sua produção sem, necessariamente, ocupar uma área exagerada para o plantio de cana-de-açúcar. Segundo seus cálculos, o espaço equivaleria ao ocupado pelas lavouras de soja. Em termos de renda, a atividade poderia envolver uma quantia de US$ 30 bilhões anuais e a geração de 5 milhões de empregos.

Quanto à preocupação dessa atividade prejudicar a oferta doméstica de produtos básicos da alimentação como arroz e feijão, culturas que também tende a crescer, estão em andamento estudos que procuram identificar locais onde poderia ocorrer a expansão da área cultivada de cana-de-açúcar, excetuando do mapa as áreas de restrição ambiental (Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica) e as que têm “vocação para a produção de alimentos”.

Nos pontos sujeitos à danos ecológicos, os terrenos apresentam muita declividade, o que seria inadequado mecanicamente. "Estamos pensando em utilizar apenas 3% da área cultivável do país para substituir os 10% da gasolina consumida no mundo”, esclarece Cortez. Essas áreas estão localizadas nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sudoeste de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia.

A estimativa é de que o Brasil poderia produzir 50% da oferta ao mercado mundial e o restante seria desenvolvido por uma soma de países. Durante o anúncio do acordo de cooperação tecnológica entre Brasil e Estados Unidos, na última sexta-feira (9), os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da silva, declararam que a experiência poderia ser levada para países que precisam melhorar seu desenvolvimento econômico no combate aos problemas sociais.

Fonte: Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

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Exportacao esquenta corrida por alcooldutos

A perspectiva de exportação de 12 bilhões de litros de etanol a partir de 2012 levou a Transpetro, a Copel e a União das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica) a uma corrida para a elaboração de pelo menos cinco estudos para a construção de alcooldutos ligando o interior de São Paulo ou o Centro-Oeste brasileiro aos portos de São Sebastião (SP) e Paranaguá (PR).

Algumas das propostas de traçado coincidem, mas isso não levou nenhuma das partes até agora a uma mesa para a discussão de um projeto único. 'Não estamos falando com ninguém ainda, mas acho que isso é uma questão de tempo', diz o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Está nas mãos da Transpetro, empresa de logística da Petrobrás, a tarefa de desenvolver três corredores de exportação de etanol até o início da próxima década. O investimento da estatal para, pelo menos, dois projetos com mais de 1 mil quilômetros de extensão, está orçado em US$ 1,1 bilhão. O primeiro liga a cidade de Senador Canhedo (GO) ao Porto de São Sebastião (SP). O outro alcoolduto liga Cuiabá a Paranaguá.

O projeto da Petrobrás ainda considera o uso do corredor hidroviário Tietê-Paraná para o escoamento de etanol do sul de Goiás e sudoeste de Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo em barcaças até um terminal em Santa Maria da Serra, no Rio Tietê. Dali, haveria um duto até Paulínia, de onde seria bombeado até São Sebastião. Cada um desses projetos tem capacidade para transportar pelo menos 3 bilhões de litros por ano.

A Transpetro reivindica a condição de líder do projeto ao alegar que possui capacidade de construção e de operação de dutos. O presidente da empresa afirmou que a estrutura de capital dos empreendimentos não está definida, mas os usineiros poderão ser sócios ou usuários da estrutura. 'Não haverá diferença alguma. Como usuários, eles teriam um contrato que lhes asseguraria o transporte do álcool. É isso o que interessa', sustenta Machado.

A idéia não é algo que agrade ao setor sucroalcooleiro. Por isso, o setor discute com o governo de São Paulo um projeto semelhante em que as usinas serão as líderes do empreendimento. 'Ninguém quer ficar nas mãos da Petrobrás', diz um alto executivo do setor.

O projeto da Unica também considerada a Tietê-Paraná e uma ligação entre Conchas, no médio Tietê, até Paulínia, de onde também desceria para São Sebastião. Há um trecho a mais no projeto do setor: uma ligação entre o norte de São Paulo e Paulínia.

A Transpetro acha que projetos locais não serão competitivos o suficiente. 'O Brasil será a Arábia Saudita dos combustíveis renováveis. É preciso criar uma estrutura de transporte com integração de várias regiões do País', diz Machado.

Segundo ele, nenhum projeto desenvolvido até agora, fora o da Petrobrás, será suficientemente competitivo. 'Quando eles fizerem a conta, vão ver. É um negócio que deve ter escala', afirma.

A despeito disso, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) deve concluir até o fim do ano estudos para um alcoolduto entre Maringá e Paranaguá. O projeto, orçado em R$ 630 milhões, terá 528 quilômetros e poderá aproveitar as faixas de domínio das linhas de transmissão da Copel e do gasoduto da Bolívia, que serve ao Sul depois de passar por São Paulo. 'Vamos discutir a participação da Petrobrás nesse projeto. Faz todo o sentido a participação da estatal', afirma Luiz Antonio Rossafa, diretor de Gestão Corporativa da Copel.

A Petrobrás tem um projeto que cruza o Paraná, mas o plano é iniciar o alcoolduto em Cuiabá. A idéia da Transpetro é ter dois dutos. O primeiro servirá para levar álcool para o porto. O segundo servirá para levar o combustível ao Centro Oeste.


Fonte: O Estado de São Paulo

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Dow aposta no Brasil como plataforma para o Plastico Verde

A Dow, maior empresa química dos Estados Unidos e maior fabricante de polietileno do mundo, decidiu apostar na cana-de-açúcar brasileira como fonte alternativa de matéria-prima para alimentar sua futura produção de resinas plásticas. A empresa está buscando diversificar e reduzir sua dependência das fontes de matérias-primas fósseis, como nafta e gás, rotas usuais para a produção de polietileno.

"A matéria-prima que usaremos será ar, água e sol", afirmou na quarta-feira o presidente mundial da Dow Chemical, Andrew Liveris, que veio para São Paulo para o anúncio do projeto. "Quando pensamos em biocombustíveis, o Brasil desponta como líder."

A fabricante americana e a brasileira Crystalsev, uma das maiores trading de açúcar e álcool, anunciaram parceria para a construção no país do primeiro pólo alcoolquímico integrado do mundo. A intenção do acordo é produzir o plástico verde, de fonte renovável, a partir de 2011. A Cristalsev é controlada por usinas, como Santa Elisa e Vale do Rosário, segundo maior grupo do país, que está em processo de fusão - fornecerá 700 milhões de litros de etanol que serão convertidos em eteno e, depois, transformados em 350 mil toneladas de polietileno.

As duas empresas vão formar uma joint venture em partes iguais. O projeto consiste na construção de uma usina de álcool, com capacidade de processar 8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, ligada a uma nova fábrica de polietileno, capaz de produzir 350 mil toneladas anuais desta resina usada em embalagens e filmes plásticos.

A localização do pólo alcoolquímico, que deve gerar aproximadamente 3,2 mil empregos diretos, não foi definida, mas poderá ficar próximo das usinas de açúcar e álcool da Crystalsev, situadas no eixo entre São Paulo e Minas Gerais, a fim de aproveitar a infra-estrutura existente, como logística e terras.

As empresas vão estudar nos próximos 12 meses a viabilidade do projeto. Nem a Dow nem a Crystalsev revelaram quanto investirão. Mas especialistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico avaliam que o complexo industrial pode exigir algo entre US$ 600 milhões a US$ 800 milhões. Se conseguirem atrair transformadores de plástico, a cifra poderá ultrapassar o US$ 1 bilhão, segundo analistas.

Segundo Pedro Suarez, presidente da Dow para a América Latina, o mercado interno brasileiro, que cresce 6% a 7% ao ano, será o destino principal para resina verde.

A tecnologia para produção de plástico a partir da cana-de-açúcar já foi usada no passado no Brasil pela Union Carbide, empresa comprada pela Dow em 2000. A idéia ressuscitou diante da disparada dos preços de derivados de petróleo nos últimos três anos.

Suarez disse que projeto é competitivo em todos os cenários de preço de petróleo projetados pelos analistas, que oscilam entre US$ 50 a US$ 75 por barril. Ontem, o WTI para agosto subiu 87 centavos de dólar, cotado a US$ 75,92.

Como subproduto da produção de polietileno, o projeto também deve gerar energia a partir do bagaço de cana, que será suficiente para suprir uma cidade de 500 mil habitantes. "A estimativa é que se retire cerca de 700 mil toneladas de gás carbônico da atmosfera", afirmou o diretor comercial de plásticos da Dow para a América Latina, Diego Donoso.


Fonte: Valor Econômico

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A producao do etanol x culturas alimentares

A aliança entre Brasil e os EUA na produção de etanol como fonte de energia é um grande negócio capitalista que tem como fundamento o lucro, sem pensar nos prejuízos para o meio ambiente e a substituição das terras agriculturáveis da produção de alimentos pela cultura da cana-de-açúcar, com vistas a produzir etanol, sendo a cultura da cana-de-açúcar responsável por 3,5% do PIB do Brasil que exporta cerca de US$ 8 bilhões. Os problemas ambientais são uma constante neste tipo de cultura por causa das queimadas que levam a uma atividade poluente e cada vez mais perdulária e estão sendo feitas leis ligadas ao meio-ambiente para proibir esta ação predatória. Os trabalhadores bóias-frias continuarão a ser explorados como acontece atualmente quando recebem R$ 2,50 por tonelada de cana cortada em Ribeirão Preto e na década de 80 o trabalhador volante fazia cinco toneladas de corte de cana por dia, mas com a mecanização passou a fazer oito toneladas diariamente. O trabalho dos cortadores de cana-de-açúcar é muito desgastante, pois cortam a cana curvados, usam roupas desconfortáveis para que não sejam feridos pela folha da cana e muitos utilizam drogas para agüentar o cansaço da jornada de trabalho, existem muitas mortes por esse motivo nos canaviais de todo o Brasil. A produtividade média do corte da cana é de cinco dias de trabalho por um de folga e o salário mensal R$ 500, 00, mas 50% dos trabalhadores do setor ganham menos que isso em todo o país.

O aumento do preço das terras agriculturáveis no Brasil é um fato com o objetivo de produzir etanol e isso deverá levar a mais concentração agrária em nosso país, pois os investimentos privados de empresas internacionais no setor devem aumentar bruscamente nos próximos anos. A Cargill maior grupo do mundo na área de comercialização de alimentos entrou de cabeça no mercado de energia comprando usinas para a produção de etanol em nosso país. O mercado de etanol movimentou um total de US$ 6 bilhões no Brasil em 2005 e até 2010 deve chegar a US$ 15 bilhões. Os números dos negócios do álcool em 2005 foram os seguintes: US$ 2,9 bilhões com a venda de álcool para misturar à gasolina, US$ 2,2 bilhões com a venda de álcool combustível e mais uma série de atividades que totalizam US$ 6,2 bilhões. Das 5 maiores empresas produtoras de álcool no mundo duas são dos EUA e três estão no Brasil e são elas: a ADM (EUA), que produz 4 bilhões de litros anualmente; a Coopersucar (Brasil), que gera um total 2.700 milhões de litros por ano; a Cristalsev (Brasil), que tem uma produção de 1.030 milhões de litros em um ano; a Cosan (Brasil), que produz 1 bilhão de litros anualmente e finalmente a Versa Sun Energy (EUA), que tem uma produção de 871 milhões de litros por ano.

Na visão do MST está errada a política de substituição das culturas tradicionais pelos agro-combustíveis que na verdade não se preocupam com danos ambientais e para a saúde do ser humano e de outras espécies com o uso dos trangênicos na agricultura brasileira. Por outro lado, a posição da direção dos sem-terra é de que com a produção de etanol da cana-de-açúcar iremos voltar à monocultura, o que é muito prejudicial ao meio ambiente, pois destrói a biodiversidade e aumenta a incidência de pragas nas lavouras, além de ser um grande incentivo ao êxodo rural, pois somente sobreviverão os grandes produtores e com isso a agricultura familiar será prejudicada e os trabalhadores rurais serão expulsos do campo e, na maioria das vezes, se tornarão bóias frias ou sem-terra. Esta ofensiva dos EUA para o uso dos agro-combustíveis é uma resposta à resistência ao império, à postura nacionalista dos governos da Venezuela e do Irã que usam o petróleo como forma de se defenderem das agressões militares de Washington em todo o mundo. Pelo acordo entre os governos dos EUA e do Brasil serão construídas um total de 100 usinas em território brasileiro para abastecer o mercado norte-americano de automóveis e isso é repudiado pelo MST que defende que a prioridade dos transportes em todo o mundo deveria ser coletivo e de massas, além dos movidos a energias alternativas não poluentes, como bicicletas, trens e metrôs.

Fonte: Inverta

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25 Fevereiro 2008

Transformando produtores rurais em empresarios rurais

Uma parceria do Siran com o Senar/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), trás para Araçatuba e região diversos cursos de capacitação profissional rural, que visam melhorar a qualidade de administrar as propriedades rurais, habilitando o produtor rural para ampliar seus rendimentos.

Um dos cursos oferecidos este ano é o Programa Empresário Rural (Proer), que foi idealizado para preparar o homem do campo de forma a desenvolver suas competências empresariais aumentando suas perspectivas de vida e de uma forma mais digna no campo.

Segundo o Coordenado do Senar/SP Araçatuba, Carlos Eduardo Belluzzo, o objetivo do programa é beneficiar os pequenos produtores rurais e trabalhadores rurais, tornando-os em empresários rurais. “Transformar as propriedades dos produtores em empresas rurais esse é nosso objetivo, para que desta forma, possa melhorar tanto a parte administrativa como o controle dos custos, ou melhor, das despesas e receitas, como visualizar os melhores momentos de comprar e vender seus produtos agrícolas, ou seja, melhorando sua rentabilidade.”

O produtor recebe informações sobre o mercado mundial, como identificar as atividades que estão dando maiores retornos dentro das propriedades, como também a viabilidade de novas atividades na propriedade, como por exemplo o turismo rural.

Além de receber a noção de administração rural de forma objetiva, para que possa ter o controle de toda a propriedade, onde ele ira planejar, organizar, dirigir e controlar sua propriedade como uma empresa.

Podem participar produtores rurais, trabalhadores rurais que tenham cursado pelo menos até a quarta série do ensino médio, e que tenha acima de 16 anos,. O Curso é realizado na Casa da Palestra do Recinto de Exposições “Clibas de Almeida Prado”, que fica localizado na avenida Dr. Alcides Fagundes Chagas, 600 no bairro Aviação em Araçatuba/SP.

Fonte: Assessoria de Comunicação Siran

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Petrobras cria diretoria para tratar de etanol e biodiesel

O engenheiro Alan Kardec Pinto foi o escolhido para assumir a nova diretoria de Biocombustíveis cuja criação deverá ser sacramentada na próxima quinta-feira pelo Conselho de Administração da Petrobras.

A nomeação, indesejada pelo PT, que preferia o executivo na Diretoria de Abastecimento da estatal, foi sacramentada na última semana, no bojo das articulações para acomodar nomes do PMDB na empresa.

Liderados pelo governador da Bahia, Jacques Wagner, os petistas ainda vão tentar uma cartada final para transformar Kardec em diretor de Abastecimento. Para isso, já teriam até aceitado sacrificar Guilherme Estrella, atual diretor de Exploração e Produção e um dos fundadores do PT, que cederia a vaga para o atual titular do Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Pela configuração definida na última semana, porém, a única mudança acertada seria a criação da diretoria de Biocombustíveis. Tanto Estrella quanto Costa deverão permanecer em seus lugares atuais. A situação que ainda permanece incerta é a do diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, cuja cadeira tem sido alvo de cobiça do PMDB da Câmara há pelo menos um ano.

Articulada pelos deputados Fernando Diniz (MG) e Eduardo Cunha (RJ), que querem Jorge Zelada no lugar de Cerveró, a mudança não agrada, a princípio, à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas pode ocorrer na ciranda de negociações com o principal partido da base aliada. Além de Dilma e do senador petista Delcidio do Amaral Gomes, Cerveró conta a seu favor, curiosamente, com o apoio dos pemedebistas do Senado - aí incluídos os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP).

Esta semana promete ser agitada nos corredores da Petrobras, principalmente nos dias que vão anteceder a reunião de quinta-feira do conselho da empresa. Nos próximos três dias, o grupo ligado a Jacques Wagner - que também inclui outros governadores do Nordeste - promete fazer carga pesada sobre o articulador do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. A intenção é reverter a indicação de Kardec para a diretoria de Biocombustíveis, considerada uma espécie de prêmio de consolação pelo partido.

Qualquer que seja o destino de Kardec, no entanto, um interlocutor do PMDB avalia que a nomeação do executivo para a diretoria de Biocombustíveis deverá, por si só, criar um mal-estar no primeiro escalão da estatal. Essa mesma fonte lembra que, em 2006, quando ocupava o posto de gerente executivo de Refino da Diretoria de Abastecimento, o executivo protagonizou um desentendimento com Paulo Roberto Costa. Segundo fontes internas da companhia, Costa o teria demitido por avaliar que Kardec teria articulado sua própria indicação para a diretoria de Abastecimento, quando o executivo ainda convalescia de uma enfermidade que quase o levou à morte.

A pedido dos próprios petistas, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli decidiu manter Kardec na companhia, ao acomodá-lo na presidência da estatal, como uma espécie de assessor pessoal. Mesmo que não venha ocupar o cargo de Costa, que tem apoio do PMDB, Kardec terá que conviver pelos próximos anos com o desafeto.

Em termos técnicos, caberá a Kardec dar seguimento aos investimentos da empresa em projetos de etanol e biodiesel. Atualmente sob o comando de Costa, tais projetos envolvem não só a construção de usinas de etanol para exportação, em parceria com a iniciativa privada, como também a implementação do primeiro álcoolduto do mundo, em parceria com a Camargo Corrêa e a trading japonesa Mitsui. Também ficarão sob a responsabilidade de Kardec os investimentos na cadeia do biodiesel.

Indicação deve criar mal-estar entre funcionários da petrolífera

Qualquer que seja o destino de Alan Kardec, um interlocutor do PMDB avalia que a nomeação do executivo para a diretoria de Biocombustíveis deverá, por si só, criar um mal-estar no primeiro escalão da estatal. Essa mesma fonte lembra que, em 2006, quando ocupava o posto de gerente executivo de Refino da Diretoria de Abastecimento, o executivo protagonizou um desentendimento com Paulo Roberto Costa. Segundo fontes internas da companhia, Costa o teria demitido por avaliar que Kardec teria articulado sua própria indicação para a diretoria de Abastecimento, quando o executivo ainda convalecia de uma doença.

A pedido dos próprios petistas, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, decidiu manter Kardec na companhia, ao acomodá-lo na presidência da estatal, como uma espécie de assessor pessoal. Mesmo que não venha ocupar o cargo de Costa, que tem apoio do PMDB, Kardec terá que conviver pelos próximos anos com o desafeto.

Em termos técnicos, caberá a Kardec dar seguimento aos investimentos da empresa em projetos de etanol e biodiesel. Atualmente sob o comando de Costa, tais projetos envolvem não só a construção de usinas de etanol para exportação, em parceria com a iniciativa privada, como também a implementação do primeiro alcoolduto do mundo, em parceria com a Camargo Correia e a trading japonesa Mitsui. Também ficarão sob a responsabilidade de Alan Kardec os investimentos na cadeia do biocombustível.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Usinas contestam viabilidade economica do Programa Nacional de Biodiesel

Apesar do alto custo da matéria-prima para a produção do biodiesel – a cotação do óleo de soja dobrou em um ano –, as usinas que participaram do leilão da Petrobrás farão a entrega dos 380 milhões de litros que serão consumidos neste semestre.



A garantia é do governo federal, que diz que o Programa Nacional do Biodiesel, que instituiu a adição obrigatória de 2% desse combustível renovável no diesel desde o início de janeiro, está funcionando muito bem. Para as usinas, o programa ainda está longe de ser viável economicamente.

Atualmente, a tonelada do óleo de soja está cotada em torno de R$ 2,8 mil. Há um ano, esse valor era de R$ 1,1 mil. “Não é possível pegar uma tonelada de óleo bruto e vai fazer biodiesel, sendo que o governo paga o equivalente a R$ 1,8 mil a tonelada”, diz Antônio Félix, proprietário da usina Biolix, de Rolândia, uma das três empresas do Paraná autorizadas pelo Ministério de Minas e Energia a fabricar o produto. As duas maiores, a Biolix e a Biopar, estão paradas porque não participaram dos leilões organizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). “Não sei se existe um santo para o biodiesel, mas se existir, só ele deve saber como produzir com os preços atuais”, lamenta.

Félix diz que está desestimulado com o programa do biodiesel e pretende vender a usina. “A evolução está sendo muito diferente daquela que imaginei que pudesse haver, seis anos atrás”, conta. Para a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), entidade que reúne quase três dezenas de usinas do Brasil, a situação atual já era esperada. “A lei determinava a mistura de 2% neste ano, e a capacidade instalada é muito superior para atender a demanda. Já sabíamos disso, mas claro que há um desconforto para os produtores”, avalia o diretor-executivo da entidade, Sérgio Beltrão.

Uma alternativa para as usinas é atender a demanda de frotas cativas, que podem utilizar mistura superior a 2% no diesel. Na semana passada, a Volvo, fabricante de caminhões e ônibus de Curitiba, anunciou que os veículos produzidos a partir de março terão condições de receber uma mistura de até 30% de biodiesel.

Usinas, entidades e governo federal apóiam a diversificação de matérias-primas para a fabricação de biodiesel. “Queremos e precisamos criar alternativas economicamente viáveis para não dependermos mais da soja. Somos favoráveis à diversificação e sabemos que podemos avançar muito nessa área. O que foi feito pela soja nos últimos 30 anos precisa ser feito agora para o desenvolvimento de pinhão-manso, girassol e palma”, afirma Beltrão.

Segundo o proprietário da Biolix, a melhor alternativa para o Sul do Brasil é o nabo forrageiro, cujas pesquisas, no entanto, ainda são incipientes. “Cooperativas e governo deveriam incentivar não só a produção de soja e milho, mas direcionar as pesquisas para novos produtos e tecnologias.”

Fonte: Gazeta do Povo

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ABHB abre inscricoes para o 6 Curso de Atualizacao e Julgamento

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com o Núcleo Fronteira Oeste de Hereford e Braford (NFOHB), realiza nos dias 28, 29 e 30 de abril, em Uruguaiana, o 6° Curso de Atualização e Julgamento de Bovinos Hereford e Braford, destaque da 6ª Expofeira de Outono do NFOHB, que acontece entre os dias 27 de abril e 03 de maio. As inscrições para esta edição estão abertas e encerram – se no dia 15 de abril.

O Curso, que chega a sua 6ª edição, pretende dar ao aluno noções em morfologia e julgamento das raças bovinas Hereford e Braford, procurando mostrar a organização das exposições, o funcionamento de uma associação de raças e a visão moderna da seleção pecuária voltada ao mercado consumidor.

Destina-se a estudantes, criadores, gerentes, administradores, capatazes e público em geral interessados em ampliar seus conhecimentos sobre as raças Hereford e Braford, bem como na seleção de um animal de qualidade com base na análise visual das características e nos critérios utilizados pelos jurados durante as provas de julgamento de animais em exposições pecuárias

A iniciativa visa, também, aprimorar e capacitar profissionais ligados às áreas de Medicina Veterinária, Engenharia Agronômica e Zootecnia que prestam assessorias e serviços a criadores, na seleção de animais das raças Hereford e Braford ou, ainda como orientação para realização de treinamento de funcionários nas estâncias, servindo como pré-requisito para concorrer a uma vaga de jurado oficial da ABHB.

As aulas e palestras serão ministradas por professores e pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, PUC – RS e UFRGS, também parceiros da ABHB no evento.

Os interessados podem entrar em contato com a Secretaria da ABHB através do e-mail secretaria.hereford@braford.com.br ou pelo telefones (53) 3242 1332 / (53) 3241 9164. Outras informações podem ser encontradas no site da ABHB www.hereford.com.br / www.braford.com.br. Confira, abaixo, os valores da inscrição.

Estudantes – R$ 100,00

Sócios da ABHB e Núcleos – R$ 120,00

Outros – R$ 180,00

Fonte: ABHB


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Comissao de Agricultura cria grupo sobre sistema sanitario

Deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, criaram na quinta-feira (21/02) um grupo de trabalho para elaborar um projeto de lei que fixe novas regras para o sistema sanitário brasileiro no setor agropecuário. O objetivo é fazer um contraponto às restrições que vêm sendo estabelecidas, por exemplo, pela União Européia, no caso da carne brasileira.

De acordo com o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), o Brasil não tem os mesmos problemas dos países europeus. "Queremos fazer uma proposta e um sistema de rastreabilidade que tenha a pretensão de ser nacional, mas que seja tirado de pessoas que efetivamente estão lá no campo: o produtor que embarca o boi, que vacina o boi, que faz toda essa parte. E que seja exeqüível. Nós temos que nos comprometer com aquilo que nós podemos executar", ressaltou.


O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), coordenador da reunião, já apresentou projeto de decreto legislativo para sustar a norma do Ministério da Agricultura sobre a rastreabilidade do gado que havia sido acertada com os europeus.

Outros especialistas querem a abertura de um questionamento formal, um painel, sobre as restrições impostas pela União Européia à carne brasileira na Organização Mundial do Comércio.


O representante da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Horriz Friança, disse que o Brasil deve aproveitar as oportunidades de negociação que tem. "Enquanto houver uma porta aberta para negociação, e essa porta continua aberta, nós devemos postergar essa decisão. Eu vejo com muita dificuldade as chances de êxito do Brasil em um painel dessa natureza. Em março, nós receberemos outra missão da União Européia e, caso as garantias que o Brasil oferecerá sejam realmente aceitas, a tendência é de ampliação do número de propriedades inicialmente indicadas com a possibilidade de aceitação", afirmou.


Segundo Friança, o Brasil não tem como rebater de maneira científica todas as exigências dos europeus. Agora em março, uma missão européia estará no País para discutir a lista de 300 propriedades que poderão continuar exportando carne para aquele mercado comum. O Brasil havia apresentado uma lista inicial de 2.700 propriedades.


Para Ronaldo Caiado e outros representantes do setor rural, o Brasil deveria adotar uma postura de rejeição da lista fixada pelos europeus e continuar negociando para obter um resultado mais significativo. "Se eles vierem amanhã e o Ministério da Agricultura ceder para que a União Européia identifique propriedades rurais, eu posso garantir que o pequeno e o grande expedientes [períodos para discursos durante a sessão do Plenário da Câmara] serão insuficientes para poder listar a quantidade de parlamentares que lá estarão desautorizando essa iniciativa do Executivo brasileiro", disse.


Para Pedro de Camargo Neto, da Associação Brasileira da Indústria Suína, o Ministério da Agricultura foi ineficaz na negociação com os europeus.


Fonte: Agência Câmara


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Gado argentino tem problemas de rastreabilidade

Famosa nos melhores mercados de carne do mundo, a picanha argentina não tem lá seus melhores padrões de rastreabilidade, apesar de o rebanho argentino ser, pelo menos, três vezes menor do que o do Brasil. Professor e pesquisador do Programa de Agronegócios e Alimentos da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Hernan Palau, revela à Gazeta Mercantil que, apesar de ser lei no País, a rastreabilidade argentina não funciona como deveria e que há fragilidades no sistema de identificação do gado para os frigoríficos que exportam.

"Não se registram tratamentos nos animais. Sabe-se apenas o número de cada gado, que muitas vezes pode ser falso para "branquear" animais que não tinham identificação. E é isto, teoricamente, que o frigorífico registra na hora de exportar", informa Palau.

A lei Argentina tem uma regulamentação oficial sobre o rastreamento. As resoluções determinam que todo o gado seja identificado para ser engordado, independentemente de seu destino final ser o mercado interno ou externo. "Desta forma, o pecuarista deve pedir as identificações e inserir os dados numa planilha. Entretanto, é muito comum se ouvir que nem todos os animais são vendidos com identificação, há ainda muita informalidade", completa Palau. Ele conta que, em princípio, os animais com identificação tinham um preço diferenciado no mercado, o que não se manteve até o momento.

Dois pesos

Sobre a possibilidade de "vista grossa" da União Européia (UE) na rastreabilidade argentina, Antônio Camardelli , secretário -executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), afirma que possivelmente a Argentina se mostrou com menor risco nas auditorias feitas pela Comissão Européia. No entanto, continua ele, é inevitável não considerar que a pressão da UE sobre o Brasil é maior, pois a Argentina não significa risco para a pecuária européia. "Eles são mais rudes conosco porque somos uma fronteira capaz de suprir e tirar o lugar dos outros. A Irlanda perdeu mercado da Rússia, do Egito e da Argélia, apesar de uma subvenção de ? 500. E ainda assim, ela nunca vai ser competitiva como o Brasil", alfineta. Ele acrescenta que, mesmo com deficiências no Sisbov, a chance de qualquer gado do Brasil ter problemas é próximo de zero, é negligenciado.

Pontos fracos

Sérgio De Zem, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) afirma que a revisão do sistema de rastreabilidade no Brasil precisa considerar alguns pontos importantes para ser factível. "Se você colocar brinco em todos os bezerros quando nascem e colocá-los a pasto, como ocorre na maior parte do rebanho do Brasil, dificilmente eles estarão todos brincados até o momento de abate".

Outra falha que precisa ser resolvida é quanto à documentação dos insumos que são aplicados no rebanho. "Muitas fazendas não têm cálculo de custo de produção e nem controle de notas fiscais de insumos. Como elas vão poder certificar o manejo do gado", questiona De Zem. Para Camardelli, é preciso que o Sisbov seja revisto para ter baixo custo e fácil acesso ao pecuarista. "Se for difícil para a origem implantar, o sistema nasce morto", afirma.

Com informações da Gazeta Mercantil

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Bancada trabalha para abater Sisbov

Às vésperas da chegada da missão européia que deve limitar a exportação de carne bovina brasileira a uma pequena lista de fazendas, parlamentares da bancada ruralista deflagaram um processo de desconstrução do atual sistema de rastreamento de bovinos (Sisbov) do país.

Em tom de confronto com o Ministério da Agricultura, os ruralistas querem tirar da Pasta o comando sobre o Sisbov e transferi-lo para as agências estaduais de defesa agropecuária. "O Sisbov só serviu para abrir as informações dos estoques dos pecuaristas para os frigoríficos, o que dava a eles o poder sobre os preços", afirmou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), autor de um projeto de decreto legislativo que derruba as regras do Sisbov.

Os parlamentares também querem acabar com chips e brincos, restringindo a identificação dos bois às guias de trânsito animal (GTAs) e notas fiscais. As alterações, a cargo de um grupo de trabalho, devem ser consolidadas em um projeto de lei da Comissão de Agricultura da Câmara, conforme explicou o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

Em reunião na quinta-feira, os parlamentares cogitaram incentivar ações judiciais de pecuaristas contra uma eventual lista restrita sugerida pelo ministério aos europeus. Para Caiado, o embargo imposto pela UE é uma "crise fabricada" contra os pecuaristas. "Os frigoríficos, que agem em cartel já comprovado pelo governo, estão desesperados porque os preços subiram de R$ 48 para R$ 70 e não tem boi para abater". disse.

O foco ruralista é transformas as regras em um projeto "exeqüível" aos produtores. "Queremos um sistema com pretensão de ser nacional, mas com base no campo. Temos que nos comprometer com aquilo que podemos executar", disse o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS).
Mesmo considerando "ineficaz" a negociação com os europeus, o pecuarista Pedro de Camargo Neto, da associação dos exportadores de carne suína (Abipecs), é contrário a romper acordos com a UE. "Sou crítico do Sisbov, mas se o Brasil prometeu, precisa mudar negociando. Sou contra ruptura porque isso é perigoso e a UE é o nosso maior cliente".

Os ruralistas insistiram, ainda, na urgência de um contencioso contra a UE na OMC. Sob coordenação da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), o Senado encaminhará ao governo manifesto de 76 senadores contra o embargo e a lista exigida pela UE. Para ela, a UE descumpriu os princípios de harmonização, equivalência, transparência, avaliação de risco e não-discriminação no tratamento entre países. "Eles não impõem as mesmas cláusulas a outros países, como Argentina e Uruguai". Em resposta, o coordenador da Secretaria de Relações Internacionais do ministério, Horrys Friaça, disse que o país deve negociar. "Vejo com dificuldade as chances de êxito do Brasil em um painel dessa natureza".

Com informações do Valor

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18 Fevereiro 2008

Abrafrigo quer punicao para quem fraudou exportacao de carne para Europa

Em nota divulgada esta semana, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) solicitou ao governo que faça uma investigação rigorosa e, caso o fato seja confirmado, que as empresas culpadas pela exportação de carne para a União Européia sem as devidas condições de rastreabilidade sejam punidas, situação que ocorreu segundo admitiu o próprio Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. A Abrafrigo está também pedindo ao governo que não apresente mais qualquer lista de frigoríficos brasileiros aptos a exportar carne para aquela região, em função das recusa da última lista apresentada pelo Brasil.

“A questão é puramente comercial. A União Européia não deseja importar carne brasileira e ficam apresentando argumentos sanitários para criar barreiras. Então é preciso abrir um canal de negociação em outros termos que não envolvam a apresentação de listas”, disse Péricles Pessoa Salazar, presidente da Abrafrigo. Segundo ele, “também é necessária a investigação e a punição dos frigoríficos que fraudaram exportações para a Europa “para que o país recupere sua credibilidade junto àquele mercado. O governo brasileiro deve dar demonstrações de pulso firme e de controle da situação”, completou.

“A Abrafrigo deposita toda a sua solidariedade no Ministro da Agricultura e tem certeza de que ele saberá conduzir com habilidade a crise com as autoridades européias, de tal modo com que as perdas da cadeia produtiva sejam rapidamente solucionadas”, concluiu o presidente da Abrafrigo.

Fonte: Abrafrigo

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Milho transgenico e liberado para comercializacao

Com sete votos favoráveis, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) autorizou nesta última terça-feira (12/02) a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado (GM) - MON810, da Monsanto do Brasil Ltda. e Bayer LL, da Bayer Crop Science. A reunião foi realizada em Brasília (DF) e contou com os onze ministros do conselho presentes. Ambas variedades já haviam sido aprovadas para comercialização pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e estiveram durante quase 10 anos entre idas e vindas judiciais.

Para Odacir Klein, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), "a decisão correta do conselho de ministros reconheceu a capacidade da CTNBio e fortaleceu o exercício das competências da mesma". Klein declara ainda que "da ótica do produtor, a liberação para produzir sementes transgênicas significa melhores condições de competitividade com outros países e parabeniza os Ministros pela decisão".

Ywao Miyamoto, presidente da Abrasem – Associação Brasileira de Sementes e Mudas, também comemorou a decisão favorável aos transgênicos pelo órgão máximo de biossegurança no País. "Não se pode impedir o agricultor de evoluir e era o que estava ocorrendo até agora. Se está comprovado tecnicamente que a biotecnologia é boa para a agricultura e para o meio ambiente, já que os cientistas da CTNBio atestaram isto, não teria sentido continuar privando o produtor de dispor das ferramentas tecnológicas que ele necessita", afirmou o presidente da Abrasem. A entidade que lançou recentemente um estudo inédito demonstrando os benefícios ambientais que a biotecnologia pode trazer ao País, entre eles a redução substancial de água, agrotóxicos e diesel

Para o presidente do Clube Amigos da Terra (CAT), de Tupanciretã-RS, Almir Rebelo, a decisão é totalmente coerente com os interesses brasileiros. "como produtor estou comemorando essa decisão, pois entendo que esse é o primeiro passo para o desentrave das barreiras que impediam o desenvolvimento da agricultura Brasileira. A competitividade nacional aumentará diante dos concorrentes internacionais e nós, agricultores, também teremos maiores ganhos com a nossa produção", observou. Rebelo destacou ainda a importância do cultivo de transgênicos para o meio ambiente e para a saúde dos que trabalham no campo. "Além de economizarmos com agrotóxicos, estamos contribuindo com a adoção de uma tecnologia limpa", acentuou.

Fonte: Barcelona Soluções Corporativas

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Governo fara pente fino em certificadoras

O Ministério da Agricultura formou uma força-tarefa com 89 fiscais do governo federal e dos Estados para passar um pente fino nas informações do Sistema de Rastreabilidade de Bovinos, o Sisbov. A maior parte do grupo, 79 técnicos, fará vistorias nas fazendas e nas empresas responsáveis pela certificação da carne exportada para saber se as regras acertadas com a União Européia (UE) e com outros países que compram carne do Brasil estão sendo seguidas.

Outros 10 funcionários trabalharão em Brasília, reavaliando as informações remetidas pelos técnicos que ficarão nos Estados. A criação da "força-tarefa Sisbov" é uma tentativa do governo de dar credibilidade ao sistema, depois das críticas da UE e das declarações do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que ontem admitiu, em audiência no Senado, que frigoríficos brasileiros exportaram carne de animais não rastreados para a Europa. Stephanes chegou a afirmar que a situação das certificadoras era um "escândalo".

O trabalho das certificadoras, que são empresas credenciadas pelo governo, é atestar que os animais comprados pelos frigoríficos exportadores atendem às exigências dos mercados consumidores, ou seja, verificar se os pecuaristas criaram seus rebanhos de acordo com uma série de regras, que vão desde alimentação (incluindo o controle da água que é oferecida ao gado) e vacinação dos animais até a comprovação de movimentação dos rebanhos nas propriedades.

Com os problemas enfrentados com a União Européia, elas entraram na mira do governo, que promete agora submetê-las a auditorias periódicas.

Com informações da Agência Estado.

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Brasil precisa aprender a ser primeiro mundo

“A política econômica européia é uma brutalidade”. A fala é do ex-ministro da Agricultura de FHC, presidente do Conex (Conselho Extraordinário de Relações Nacionais e Internacionais para o Desenvolvimento Econômico do MS) e da Abiec (Associação das Indústrias Exportadoras de Carne), Marcus Vinícius Pratini de Morais, de 70 anos, durante a 12ª Showtec, feira de tecnologia voltada ao agronegócio que terminou ontem oje em Maracaju/MS, a 153 quilômetros de Campo Grande.

Uísque escocês

“Vamos quebrar as garrafas de uísques escocesas!”, afirmou ele à imprensa visivelmente aborrecido com a situação a qual o país se submete frente ao movimento dos produtores irlandeses e escoceses que querem tirar o Brasil da disputa do mercado europeu. OMC - Pratini considera a situação injusta e defende que seja denunciada para a OMC (Organização Mundial do Comércio).

O ex-ministro é categórico ao dizer que interesses comerciais estão por trás do discurso de que a preocupação sanitária seja o entrave para a carne brasileira no mercado europeu.

Em dez anos o Brasil aplicou US$ 2 bilhões na erradicação de doenças do rebanho brasileiro, principalmente da febre aftosa, enfermidade que representa a principal barreira no comércio internacional para a exportação de carne bovina.

“Temos 5 milhões de propriedades e 200 milhões de cabeças de gado. Inventam rastreabilidade para impor restrições”.

A credibilidade do País está afetada. Os europeus temem a febre aftosa e dizem que há dois anos alertam as autoridades brasileiras. Para Pratini essas exigências trazem à tona o interesse comercial. Segundo ele, os europeus querem dificultar o quanto puder a presença da carne brasileira na Europa. Pratini acredita que o Brasil consiga até junho reverter a situação que deverá resultar em US$ 80 milhões de prejuízos para a indústria todos os meses.

Porém, o ex-ministro garante que o abastecimento do mercado interno tem garantido oxigênio ao agronegócio.

Primeiro lugar

“O Brasil não pode ter medo de perder. Ou aprende a se comportar como o 1º no mundo no agronegócio ou terá prejuízos”. “Somos o número um no café, suco de laranja, em produção bovina, segundo em frango, terceiro em suínos, primeiro no álcool e no etanol. Não temos que nos submeter a processo burocrático”.

O ex-ministro chama de agressiva e incompetente a postura da União Européia. Em tom de criticas a postura do governo brasileiro nessas negociações, Pratini apontou restrições sofridas pelos produtos brasileiros e comparações. Nos Estados Unidos produtos brasileiros são taxados assim como na Europa, onde o imposto chega até 176%. “Qual o produto que entra no Brasil com essa taxa de imposto? “.

Doha

A Rodada de Doha (Agenda Doha de Desenvolvimento) foi questionada por Pratini. “O Brasil jogou todas suas ficha em Doha e OMC e não conseguimos vantagem para coisa nenhuma até agora”.

A Doha é a mais recente negociação para derrubar barreiras comercias entre os países. Ela foi lançada em 2001, em um encontro da OMC (Organização Mundial do Comércio) no Qatar. Em 2006, a Fao (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) afirmou que o fracasso da Rodada de Doha para a liberalização do comércio foi porque não soube resolver os problemas dos países em desenvolvimento. Na ocasião veio à tona " a luta para obter vantagens nos mercados agrícolas por parte das grandes potências, empresas e grupos de pressão".

Em fevereiro deste ano, a OMC apresentou nova versão do que deve ser um acordo final da Rodada Doha. Entre as propostas, está previsto o corte de tarifas de importação para os produtos industriais nos países emergentes, como o Brasil, de mais de 63%. Em troca, os europeus incrementariam a abertura de seu mercado agrícola em alguns pontos porcentuais e os norte-americanos aceitariam um teto de no máximo US$ 16,4 bilhões nos subsídios que distribuem todos os anos.

“Temos que nos livrar desses abusos protecionistas e termos regras bilaterais. Por que não podemos fazer acordo com a Itália se ela depende do Brasil? “. Pratini cita o colchão mole como produto brasileiro de preferência dos italianos.

Segundo ele, a União Européia precisa liberar os países para negociarem.

Desinformação

O ex-ministro acredita que a desinformação seja outro entrave para as negociações comerciais. A partir do momento que notícias negativas causam insegurança ao setor “gera volatibilidade nos negócios”. “Temos que buscar mais estabilidade porque ajuda a baixar os juros”.

Perspectivas

“Após o embargo ser eliminado precisamos nos preparar para atender a Europa. Não podemos viver a mercê de meia dúzia de veterinários que nos impõem medidas e prejuízos muito grandes.

Com informações do Midiamax.

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11 Fevereiro 2008

Precos da terra quebram recordes no Pais

Produção em alta e intenção de plantio recorde para a safra 2007/2008 fizeram com que o preço da terra alcançasse valor recorde nominal em termos médios no país. Segundo pesquisa do Instituto FNP, consultoria privada especializada em agronegócio, ao longo de 2007, a valorização chegou a 17,83%, ganho real (acima da inflação) de 9,6% no ano. O preço do hectare passou de R$ 3.276 para R$ 3.860. Para 2008, apesar da turbulência nos mercados internacionais, que poderiam prejudicar investimentos, a perspectiva é de nova alta, com os negócios ainda aquecidos.

Os motivos, segundo especialistas, são: o preço dos grãos tende a se manter firme, a pecuária ensaia recuperação e os biocombustíveis têm espaço garantido pela frota flex, em que pese não haver a euforia de outros tempos na cana-de-açúcar. "Os fundamentos melhoraram", diz Jacqueline Bierhals, responsável pela pesquisa de terras do Instituto FNP.

Tomando um período mais amplo para análise, de três anos, o Estado de São Paulo registra as maiores valorizações absolutas no valor do hectare. As regiões de Araraquara, Bauru, Piracicaba, Ribeirão Preto e Pirassununga tiveram o valor do hectare duplicado em alguns casos em áreas para o cultivo de grãos, cana, café e pastagens.

Esse cenário fez com que fundos de investimento, incluindo estrangeiros, se voltassem para o mercado de terras. As regiões preferidas são as consideradas de fronteira, em Mato Grosso, no oeste baiano e no chamado "Mapito" -Maranhão, Piauí e Tocantins.

A preferência se reflete nos números. Um hectare de terra agrícola que valia R$ 4.482 em Luís Eduardo Magalhães, no cerrado baiano, no começo de 2007, passou a R$ 7.000 depois de um ano. No cerrado de Balsas (MA), o preço passou da faixa de R$ 485/R$ 890 para R$ 1.300/R$ 1.430 em igual período. Em Alta Floresta (MT), a terra de soja evoluiu de R$ 1.360 a R$ 2.000.

A valorização da terra é um dos fatores que influenciam indiretamente o desmatamento no limite da fronteira agrícola. A formação das lavouras é o terceiro capítulo de uma história que sempre tem o primeiro ato com a exploração das madeiras. A segunda parte vem com a formação de pastos para a pecuária. O terceiro é o cultivo de grãos ou de plantações perenes.

"A minha empresa não recomenda comprar terra na Amazônia, onde a lei obriga a preservação de 80% da propriedade", diz Alcides de Moura Torres Junior, diretor da Scot Consultoria. "O ônus jurídico não compensa", afirma.

A região de desmatamento não propicia nem um acompanhamento de um mercado formal. "Há muita invasão, "grilagem", não há como medir", diz Jacqueline Bierhals, da FNP. O máximo que existe é a exploração legalizada de seringueiras, para extrair o látex, e de palma, para obter óleo.

Concentração

Segundo Luiz Fernando Pereira Rodrigues, gerente substituto do Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mesmo com grandes grupos investindo em terras, ainda é cedo para afirmar que avançou a concentração fundiária no país. "Em algumas regiões, os assentamentos multiplicaram o número de propriedades. Em outras, de produção em grande escala, isso [a concentração] pode estar ocorrendo." O IBGE vai consolidar essas informações na versão final do censo, que tem divulgação prevista para o segundo semestre.

A disputa em torno de pequenas áreas leva à valorização em determinadas regiões. O hectare agrícola de maior valor no país fica na região de Jaraguá do Sul e Rio do Sul, em Santa Catarina. Lá, o valor do hectare chega perto de R$ 30 mil em várzeas sistematizadas para a produção de arroz. Em São Paulo, a disputa de várias atividades fez com que o Estado registrasse, no ano passado, as maiores variações de preços.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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Dow compra Agromen, maior produtora nacional de sementes

Ribeirão Preto, 30/07/2007 - A norte-americana Dow AgroSciences comprou a divisão de milho da Agromen Sementes Agrícolas Ltda., com sede em Orlândia (SP). A empresa é maior produtora de sementes deste tipo grão com capital 100% brasileiro e cerca de 11% de participação no mercado. Os detalhes do negócio serão anunciados amanhã (31), em São Paulo (SP). Procurada pela Agência Estado, a Agromen informou que não irá se pronunciar sobre o assunto no momento. A Dow também comunicou que só se pronunciará sobre o assunto amanhã.


O negócio deve envolver, prioritariamente, a marca Agromen e algumas das cinco unidades de produção de sementes da empresa, localizadas em Guaíra (SP), Capinópolis e Buritizeiro, em Minas Gerais; e Campo Alegre e Rio Verde, em Goiás. Como o Grupo Agromen ainda irá manter a produção de outras sementes de grãos, como soja, sorgo e feijão, alguma dessas unidades não deverá entrar no acordo.


O negócio deve incluir ainda o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Agromen Sementes, criado em 1978 e sediado na Fazenda Lageado, em Guaíra (SP). A empresa possui, também, um Centro de Pesquisa em Ponta Grossa (PR), dedicado ao desenvolvimento de produtos para climas temperados, que também deve ser adquirido.


Outro detalhe que será divulgado amanhã é com quem ficará os seis mil hectares de campos de produção de sementes de milho localizados no entorno das unidades de beneficiamento e produção. Isso porque é possível que o Grupo Agromen siga como fornecedor da Dow Agrosciences.


No entanto, os 7 mil hectares dedicados à produção das outras sementes, bem como os mais de 30 mil hectares de lavouras cultivados anualmente pelo Agromen serão mantidos pela companhia brasileira. Com o negócio, a agroindústria do interior paulista deve ainda priorizar a produção de açúcar e de álcool no setor agrícola. Além das duas unidades da Usina Vale do Verdão, em Maurilândia (GO) e em Itumbiara (GO), o grupo prepara ainda a construção de uma terceira usina em Goiás, na cidade de Rio Verde.


De acordo com informações do site do Grupo Agromen, além da Agromen Sementes e da Vale do Verdão, a família Ribeiro de Mendonça controla ou é sócia de outras dez empresas do setor agropecuário. Fazem parte do grupo: Agromen Agropecuária, Agromen Máquinas Agrícolas Ltda., Companhia Agrícola Baessa S/A, Comercial Agromen Máquinas Ltda., Condomínio Irmãos Mendonça, Fronteira S/A, Mendonça Agrícola S/A, Panorama Sementes Ltda., Pindorama S/A e Agropecuária Entre Rios Ltda.


O Grupo Agromen mantém ainda, próximo à unidade de Maurilândia da Usina Vale do Verdão, um confinamento de bois para atender pecuaristas do sudoeste goiano durante o período de seca, que coincide com a época de maior atividade da usina. No confinamento, o gado se alimenta de ração composta por bagaço hidrolisado, melaço e levedura, subprodutos da usina e, ainda, farelo de soja e milho triturado, resíduo da Unidade de Beneficiamento de Sementes de Rio Verde (GO). O empreendimento tem capacidade para engordar 14 mil cabeças de boi. (Gustavo Porto)


Novo mercado - A principal estratégia da Dow é encontrar um vetor para seu gene Bt, já que existe a expectativa de que o gene seja liberado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Além disso, a empresa quer aproveitar a boa demanda existente para o grão em todo o mundo, gerada a partir a produção de etanol de milho nos Estados Unidos.


A compra da empresa paulista deve à perspectiva de aumento na demanda por sementes de milho no mercado interno nos próximos anos. Com a demanda americana para produzir etanol, abre-se uma janela no mercado internacional para que as exportações brasileiras de milho ganhem força em um futuro próximo. De acordo com representantes do mercado de milho, as variações de preços sempre aconteceram de acordo com a oferta e não com a demanda do grão. 'O que observamos é que a demanda está crescendo', diz uma fonte.


A aquisição deve alterar o ranking das empresas produtoras de sementes de milho no Brasil. Atualmente, as grandes multinacionais dominam o setor. A Monsanto, com as marcas Dekalb e Agroceres, DuPont, com a Pioneer, Bayer CropScience e Syngenta estão entre as que dominam o mercado brasileiro de sementes. Com a compra da Agromen, a Dow se aproxima mais do topo da lista e retoma o movimento de aquisição que ganhou força no final da década de 90. (Gustavo Porto e Alexandre Inacio, Agência Estado - 30/07)

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Embrapa e Fundacao Meridional promovem 73 dias de campo sobre soja

A Embrapa e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa realizam 73 dias de campo sobre a aptidão das cultivares de soja para os sistemas de produção dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e sul do Mato Grosso do Sul. Além da apresentação de cultivares, estão sendo abordados diferentes temas como manejo de sistemas de produção, manejo de plantas daninhas, pragas ou doenças, de acordo com a demanda dos produtores de cada região. Os dias de campo tiveram início em janeiro e seguem até abril com as mais recentes novidades tecnológicas.
Confira o calendário do dias Dias de Campo a serem realizados este mês:

FEVEREIRO

DATA - PERÍODO - LOCAL - COLABORADOR
07 e 08 - Dia Todo - MARINGÁ-PR - COCAMAR
7 a 8 e 11 a 14 - Dia Todo - CAMPO MOURÃO-PR - COAMO
09 - Manhã - CAMPO MOURÃO-PR - SEM. CAMPO VERDE
09 - Manhã - S. TEREZINHA DE ITAIPU-PR - IRMÃOS BOCCHI
13 - Manhã - ENGENHEIRO BELTRÃO-PR - COAMO
13 e 14 - Dia Todo - MANDAGUARI-PR - COCARI
13 e 14 - Dia Todo - ROLÂNDIA-PR - COROL
13 e 14 - Manhã - CÂNDIDO MOTA-PR - COPERMOTA
13 a 15 - Dia Todo - MARACAJU-MS - FUNDAÇÃO MS
14 - Manhã - GOIO ERÊ-PR - COAGEL
15 - Tarde - CAMBÉ-PR - SOLOTÉCNICA
15 - Tarde - MARINGÁ-PR - CAMPOS VERDES
20 a 23 - Dia Todo - PALMA SOLA-SC - PLANTANENSE
21 - Dia Todo - MAL. CANDIDO RONDON-PR - COPAGRIL
21 a 23 - Manhã - S. SEBASTIÃO DA AMOREIRA-PR - SEMENTES VILELA
22 - Dia Todo - STO. ANTONIO DA PLATINA-PR - SEMENTES LOMAN
27 - Tarde - CORNÉLIO PROCÓPIO-PR - PROCOPENSE
27 e 28 - Dia Todo - CASTRO-PR - CASTROLANDA
28 - Manhã - REALEZA-PR - IRMÃOS BOCCHI
28 - Tarde - MAUÁ DA SERRA-PR - SEMENTES MAUÁ
29 - Tarde - TAMARANA-PR - SEMENTES FRÓES

Fonte: Embrapa Soja

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Ministro assina termo de cooperacao com a camara de comercio Brasil-Arabe

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, assinou nesta última quinta-feira (7), termo de cooperação com a Câmara de Comércio Brasil-Árabe, que tem por objetivo aumentar parcerias comerciais com os 22 países de língua árabe representados na Câmara.
De acordo com o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, nos dias 24 e 25 de fevereiro, missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estará nos Emirados Árabes, considerado o grande entreposto comercial do mundo árabe, para projetar novas oportunidades de negócios. Vários setores do agronegócio estarão presentes na Gulfood, feira de alimentos que se realiza em Dubai neste período. O Ministério representará o Brasil juntamente com empresários dos setores de lácteos, café e alimentos processados.
Na opinião de Célio Porto, é grande o interesse mundial em negociar com os países árabes. “Hoje, temos como principais clientes o Irã, o Egito e a Arábia Saudita. O importante é que diversifiquemos mais as exportações, porque elas estão concentradas em produtos como em carne bovina, de aves e açúcar. Existe um grande potencial nas áreas de frutas, lácteos e arroz”, enfatizou.
Depois de participar da Gulfood, os representantes do Mapa estarão na Arábia Saudita, nos dias 26 e 27 de fevereiro, para tratar de novas oportunidades de negociações entre os dois países.

Fonte: Mapa

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08 Fevereiro 2008

Italia implanta rastreabilidade para produtos veterinarios

Para garantir a rastreabilidade dos produtos veterinários até o consumidor final, exigência cada vez mais comum não apenas na União Européia, mas também em todo mundo, o governo italiano acaba de publicar decreto oficial tornando obrigatória a utilização de código de barras com leitura ótica em cada embalagem de medicamento veterinária naquele país.
O decreto, publicado em 28 de janeiro de 2008 está sendo aplicado desde o primeiro dia de janeiro, traz algumas exigências quanto ao uso do código de barra individual nas embalagens dos produtos veterinários que serão comercializados. Pelo decreto, o código de barras aplicado pelo fabricante deverá conter, no mínimo, a identificação precisa de medicamento veterinário, a data de vencimento e o número de lote de fabricação. Além disso, o código deve ser impresso diretamente na embalagem do medicamento ou aplicado com adesivo não removível. Quando se tratar de medicamentos imunológicos para uso veterinário que pedem a conservação à temperatura de congelamento, o fabricante deve aplicar os códigos apenas na embalagem externa.
As embalagens sem o código mencionado ou fora das especificações do decreto não serão aceitas no canal de distribuição. Porém, os produtos veterinários sem os códigos de barra ou dotados de códigos diferentes das instruções do decreto, produzidos antes de primeiro de janeiro de 2008, poderão ser comercializados pela indústria pelo período de validade contido na embalagem. Além disso, até 31 de dezembro de 2008 é possivel utilizar também o código de barras linear com o número de registro de autorização de comércio atribuído pelo Ministério da Saúde da Itália.
Para Sebastião Guedes, presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) e consultor do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), a obrigatoriedade de rastrear produtos veterinários tem sido cada vez mais exigida em escala mundial. “A iniciativa é importante para os que desejam exportar e poderá ser implantada em futuro próximo no mercado nacional devido às exigências indiretas dos importadores europeus de produtos de origem animal do Brasil”. Guedes que representa o Brasil na IFAH (Federação Internacional de Saúde Animal) informa que a entidade dispõe de um pacote orientativo a respeito do tema.

Fonte: Texto Assessoria

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Equipamento ajuda no armazenamento do milho

O Balaio de Milho, um paiol de baixo custo para atender pequenos produtores, foi desenvolvido pela unidade de Milho e Sorgo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Emater de Minas Gerais. O equipamento foi idealizado para aprimorar o armazenamento do grão nas pequenas propriedades.
Os pesquisadores Jamilton Pereira dos Santos (Embrapa) e Walfrido Albernaz (Emater), idealizadores do equipamento, recomendam que o produtor integre a colheita ao sistema de produção e planeje todas as fases, garantindo a qualidade do grão colhido. Eles explicam que a colheita e o armazenamento do milho são fundamentais para evitar prejuízos no ciclo do produto na propriedade rural.
Segundo os técnicos, vários fatores influenciam na qualidade do produto, especialmente a temperatura, a umidade, a disponibilidade de oxigênio, a presença de microrganismos, de insetos, de roedores e de pássaros. O Balaio de Milho é protegido por uma chapa de zinco, dificultando o acesso de roedores às espigas.
A colheita de milho da safra 2007/2008 terá início no final de fevereiro e no início de março, em grande parte do Brasil.

Fonte: Mapa

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07 Fevereiro 2008

CNA critica corte na lista de fazendas

A decisão do governo de reduzir para 600 o número de fazendas aptas a exportar carne para a União Européia (UE) desagradou à iniciativa privada. O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, disse que o governo deveria manter a lista inicial, com 2.681 fazendas. "As deficiências são burocráticas, não técnicas. Ou o governo mantém as 2.681 fazendas ou não manda nada", criticou.

O secretário da Agricultura de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, que participou da reunião com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, reafirmou que a exigência da UE de credenciar apenas 300 propriedades fere as regras internacionais de comércio. "Não pode haver discriminação", disse. Ele lembrou que é impossível escolher fornecedores se as condições sanitárias são iguais.

Na Europa, os consumidores já sentem no bolso os reflexos do embargo da UE à carne brasileira. Em alguns países, os preços subiram até 20%, segundo Sérgio De Zen, professor da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Especialista em pecuária de corte, ele participou nos últimos dias, na Inglaterra, de reuniões com pesquisadores de todo o mundo para discutir questões relativas ao tema. Os certificados de exportações para o bloco deixaram de ser emitidos no dia 1º de fevereiro.

Para o pesquisador, os preços da carne continuarão subindo no mercado europeu. "A expectativa é de novas altas. O Brasil é um grande fornecedor e nenhum outro país tem capacidade para ocupar esse espaço no curto prazo", disse De Zen. A oferta de carne produzida por outros grandes fornecedores, como Argentina, Estados Unidos e Austrália, não deve aumentar no curto prazo, avaliou.

De Zen acredita que a pressão para o fim do embargo virá do consumidor europeu. "Não será possível agüentar essa situação por muito tempo", disse. Ele afirmou que o embargo beneficia apenas os produtores irlandeses, que fizeram pressão para que a carne brasileira fosse barrada. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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Luiz Hafers - Pecuaria brasileira vai arrasar a europeia

A União Européia suspendeu a importação de carne brasileira. O Brasil exportava 327 mil toneladas de carne bovina para os países da União Européia. O fazendeiro e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Luiz Hafers, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 01, que o embargo da União Européia "é uma boa desculpa para uma má situação" .

Hafers disse que a pecuária brasileira vai arrasar a pecuária européia. "Os Irlandeses estão liquidados. A agricultura brasileira vai arrasar a agricultura subsidiada dos outros", disse Hafers.

Luiz Hafers lembrou que "até o pessoal do champagne está reclamando porque o nosso espumante é bom". Por isso, Hafers acha que o brasileiro não vai ser bem quisto em Reims.

Hafers disse que não adianta o pecuarista brigar e entrar no conflito. Ele acredita que a dona de casa européia será a grande aliada dos pecuaristas brasileiros. "Nós temos que ganhar as paradas. E o nosso grande aliado é a dona de casa européia", disse Hafers.

Leia a íntegra da entrevista de Luiz Hafers:

Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com Luiz Hafers que é fazendeiro, foi presidente da Sociedade Rural Brasileira. Luiz, tudo bem?

Luiz Hafers – Mais ou menos...

Paulo Henrique Amorim – Por que?

Luiz Hafers – Porque eu acho que essas questões internacionais aumentam, crescem e dificultam.

Paulo Henrique Amorim – O que é que você acha desse argumento da União Européia de que nós inscrevemos fazendas demais?

Luiz Hafers - É uma boa desculpa para uma má situação. Realmente eu acho que nós não demos conta ainda que temos que tomar cuidado com o que os ingleses chamam de "fine print", que é a letra miúda. A verdade é que eles têm pavor, justificado, para a nossa extraordinária competência e competição. Então, ficam arrumando desculpas para não deixar nossa carne entrar. Realmente houve o que eu diria uma ingenuidade da parte de alguns de querer botar fazendas ainda não totalmente justificadas. Agora, a demanda deles que é errada. E aí eu pergunto, onde é que teve vaca-louca? Onde é que teve o último surto de aftosa? Foi lá. E essa pressão só vai aumentar. E o que nós temos que fazer não é brigar com essa gente, nós temos que convencer a dona de casa de que nós somos parte da solução delas. Eu acho que outra coisa importante que está do nosso lado, nessa briga, nesse medo, nessa discussão do sub prime, os europeus optaram por evitar a inflação em vez de tirar o aperto. O nosso argumento de que os nossos produtos combatem a inflação iniciada, ou crescente, na Europa é ótima para toda a população, menos para o Ministério da Agricultura deles.

Paulo Henrique Amorim – Agora deixa eu entender isso aqui. Nós credenciamos nossa parte três mil propriedades. O Estado de hoje está dizendo que isso foi resultado de uma pressão fortíssima de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, principalmente de Mato Grosso e Goiás. O número superou, e muito, trezentas autorizações dadas pela União Européia, quer dizer que nós só podemos um número específico...

Luiz Hafers – Aí que começa o erro, eles começam a botar cotas. Só têm trezentos homens justos no Brasil. E o Pratini de Moraes, que é um excelente líder disso, disse “daqui a pouco eles vão querer colocar um ministro da agricultura aqui”. Dou outro lado, nós não podemos tentar dar um jeitinho, porque isso ou aquilo, botar fazendas que ainda não foram...

Paulo Henrique Amorim – Certificadas.

Luiz Hafers – Certificadas. A certificação é uma versão moderna do gangster de Nova York que cobrava a proteção. É exatamente isso, tem um bando de certificadores de tudo. Certificar o que? Certificar para nós pagarmos. Ontem eu tive numa conferência importante que diz que as agências certificadoras cobram o trabalho para dar o "Triple A" para as pessoas. Não é só aqui não, não adianta nós ficamos brigando, no conflito. Nós temos é que ganhar as paradas. O nosso grande aliado é a dona de casa européia.

Paulo Henrique Amorim – Agora, isso tudo é porque os irlandeses estão com ciúme da nossa competitividade?

Luiz Hafers – Ciúmes não, eles estão liquidados. A agricultura brasileira vai arrasar a agricultura subsidiada dos outros. E olha, até o pessoal do champagne está reclamando do nosso espumante que é bom (risos).

Paulo Henrique Amorim – É verdade o nosso espumante é ótimo (risos), segundo o Le Monde, eu li outro dia no Le Monde.

Luiz Hafers – Então, você acha que o brasileiro vai ser bem quisto em Reims?

Paulo Henrique Amorim – (risos) Vão dizer que nosso espumante tem muita bolha.

Luiz Hafers – O público brasileiro... ainda não se deu conta da pujança da agricultura brasileira, que os europeus estão começando a se dar.

Paulo Henrique Amorim – E ficam dando razão aos europeus. Você acha na internet, os europeus têm razão...

Luiz Hafers – O pessoal do meio ambiente é que não quer que faça nada.

Paulo Henrique Amorim – Por falar nesse assunto, que eu sei que é um assunto de sua preocupação eu ontem entrevistei o Blairo Maggi que disse o seguinte, que o mecanismo que a ministra Marina Silva usa para medir o desmatamento da Amazônia está errado. Ele foi lá, botou fiscais dele junto com fiscais do Ibama, e ele diz que nas áreas onde ela diz que foi desmatada, 80% não havia sido desmatado.

Luiz Hafers – Eu não tenho dúvida de que há um viés contrário do Ibama, eles são contra tudo e contra todos...

Paulo Henrique Amorim - Quase que o bagre impediu a construção da hidroelétrica...

Luiz Hafers – Eu vi uma notícia que me preocupou de que a Vale do Rio Doce vai fazer um enorme investimento na Colômbia porque é muito mais fácil fazer as usinas...

Paulo Henrique Amorim – Ah, mas isso aí precisa ver... Você sabe que quem controla a Vale do Rio Doce são o BNDES, a Previ e o Bradesco. Tem lá um funcionário da Vale do Rio Doce, digo contratado, que se comporta como se fosse dono da empresa, não é assim, não é?

Luiz Hafers – Também concordo. Mas também que há uma dificuldade enorme para você implantar no Brasil, há. E aí, da mesma maneira que eu proponho nós nos unirmos com o consumidor europeu, eu acho que nós temos que nos unir com os sindicatos aqui.

Paulo Henrique Amorim – Por que?

Luiz Hafers – Porque o sindicato, primeiro, deve ter um interesse nacional e, segundo, um interesse nacional de aumentar o número de empregos.

Paulo Henrique Amorim - Agora, Luiz, me diz uma coisa, agora a responsabilidade cai sobre o pecuarista na Amazônia. A ministra Marina Silva parou de acusar os produtores de soja. Agora é o pessoal da pecuária. Você acha que isso faz sentido?

Luiz Hafers – Faz parte do sentido, a solução da Amazônia é fazer grandes projetos de exploração florestal sustentada. É muito melhor negócio do que derrubar para botar boi, agora, eles também dificultaram o máximo. Eu tenho um amigo meu que ele levou quatro anos para poder aprovar o projeto dele.

Paulo Henrique Amorim – De que?

Luiz Hafers – De exploração florestal sustentada. Para os seus ouvintes que não sabem como é que funciona, as árvores nascem, crescem e morrem, numa exploração sustentada você corta a árvore que já está no seu ciclo máximo e defende o meio ambiente todo para que as outras possam crescer. Isso é uma técnica, conhecida, perfeita, mas não deixam fazer nada. São contra tudo, ponto. Então, o que é que acontece, vai o mais abandidado que derruba queima, faz porque o sério não consegue chegar. Com informações do portal IG.

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Etanol vai ter padrao mundial em 2008

A fim de criar as condições para transformar os biocombustíveis em commodities, a força-tarefa integrada por técnicos de Brasil, União Européia (UE) e Estados Unidos concluiu a primeira etapa de harmonizar as especificações técnicas do etanol e do biodiesel. Já foram identificadas as divergências e convergências entre as normas fixadas por cada parte e, neste ano, o grupo trabalhará para alinhar os diferentes padrões e avaliar os custos. A meta é concluir essas ações até o fim de 2008, para que a análise das implicações para o comércio comece antes de dezembro e continue em 2009.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Mato Grosso inicia vacinacao contra aftosa em animais com ate 12 meses

Começou na sexta-feira (01/02), em todo o estado do Mato Grosso, a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa de bovinos e bubalinos, com idade até 12 meses. O rebanho estimado de animais nessa faixa etária é de 5,5 milhões de cabeças. Há 12 anos que o estado do Mato Grosso não registra nenhum foco de aftosa.
“Faço um apelo a todos os criadores de gado que vacinem seus animais jovens para que possamos manter nosso estado livre da aftosa”, disse o superintende Federal de Agricultura no Mato Grosso, Paulo Antônio da Costa Bilégo. O superintende alertou, ainda, que os animais com até 12 meses são os mais suscetíveis à doença.
Cada produtor deverá comunicar que vacinou seu rebanho até o dia 10 de março em uma das 130 unidades locais. Em 2007, 98,4% dos animais menores de 12 meses foram vacinados. O rebanho total do estado é de 25,6 milhões de cabeças.
Além da campanha realizada em fevereiro, o Mato Grosso promove mais duas etapas. Em maio, os bovinos e bubalinos menores de 24 meses serão imunizados e, em novembro, todo o rebanho. “É necessário vacinar os animais menores de 12 meses, na etapa de fevereiro, em função da concentração do nascimento de bezerros entre os meses de setembro e novembro. Além disso, o Estado faz fronteira com a Bolívia”, explica a chefe substituta do Serviço de Sanidade Agropecuária no Mato Grosso, Janice Barddal.

Fonte: Mapa

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IOF mais uma carga sobre o agronegocio

Há fortes evidências de que o limite superior da extração de recursos da sociedade brasileira pelo governo foi atingido. Já a Medida Provisória 232 – que em 2005 pretendia elevar os tributos das empresas prestadoras de serviços – havia sofrido tal rejeição que o governo acabou por desistir de sua aprovação no Congresso. No final de 2007, o Senado viu-se em condições políticas de rejeitar a Proposta de Emenda Constitucional que prorrogava a CPMF. A estratégia atual do governo de substituir aquela contribuição por uma elevação do IOF e do CSLL sobre o setor financeiro novamente se dá num clima político muito desfavorável.
Por um lado, vai ficando claro para setores cada vez mais amplos da sociedade que o governo tem uma insaciável gula arrecadadora. Por outro lado, a população dá-se conta de que os tributos não são pagos somente quando coletados diretamente de cada um, mas que tributos pagos por outros acabam sendo incorporados aos preços de bens e serviços em geral. Daí a rejeição ao aumento das contribuições dos bancos.
Além disso, percebe-se que a simples manutenção de um superávit primário (3,8% do PIB) não é suficiente para indicar que os tributos estão sendo usados com o zelo devido: um mesmo superávit pode associar-se a diferentes níveis de gastos. Trata-se, pois, de imprimir limite firme aos gastos e, ao mesmo tempo, manter o percentual de superávit primário.
A carga tributária no Brasil chega a cerca de 36% do PIB, cerca de R$ 550 bilhões/ano, muito acima da observada em países em estágio equivalente de desenvolvimento. A agropecuária brasileira (dentro da porteira/segmento primário) contribui com 4% - ou cerca de R$ 22 bilhões/ano - dessa carga (a tributária total do País). Isso corresponde a um ônus de cerca de 13% do PIB do segmento. Além disso, o restante do agronegócio (agroindústria e distribuição) arca com cerca de R$ 80 bilhões ou cerca de 20% do PIB desses segmentos. Em seu todo, portanto, o agronegócio recolhe cerca de R$ 103 bilhões ou 18% do seu PIB para o fisco.
Com relação à recente mudança nas regras do IOF, a agropecuária deverá passar a pagar esse imposto com base numa taxa de 0,38% sobre as operações de crédito rural. Vejamos algumas estimativas muito simples sobre os impactos dessa mudança.
O volume de crédito concedido pelo sistema oficial tem sido ao redor de R$ 44 bilhões, permitindo antever-se uma arrecadação de cerca de R$ 170 milhões/ano. Se forem incluídas ainda as operações oficiais com CPR, ao redor de R$ 9 bilhões, até agora isentas, pode-se estimar algo mais como R$ 35 milhões. Finalmente se fossem incluídas operações informais com CPR, estimadas também em cerca de R$ 40 bilhões, um acréscimo de arrecadação de aproximadamente R$ 150 milhões poderiam ir aos cofres públicos.
Esses cálculos, apesar de serem aproximações preliminares, dão uma idéia da ordem de magnitude dos impactos da mudança do IOF sobre o setor. O impacto do IOF, estando entre R$ 205 e R$ 355 milhões, poderá elevar os impostos recolhidos pela agropecuária em cerca de 1% a 1,6%. Para esse setor especificamente, esses valores representam uma perda entre 0,15% a 0,2% do PIB.
Em outras palavras, entre 2,6% e 4% do aumento previsto de R$ 8 bilhões na arrecadação do IOF provirão da agropecuária (segmento primário).
Um aspecto relevante da alteração no IOF sobre a agropecuária decorre do fato de ela vir em direção contrária aos pleitos do setor no tocante à redução do custo do crédito rural. Ainda em junho, os encargos haviam sido reduzidos de 8,75% para 6,75% ao ano, como parte do novo Plano-Safra. A inclusão de 0,38% nesse custo representa perda de 19% do alívio que o setor havia, a duras penas, conseguido.
É certo que tal medida vem num momento desfavorável, em que custos e preços agropecuários estão em alta, trazendo sérias preocupações a respeito de seu efeito sobre a inflação. A esta altura, a preocupação devia estar focada em obter da agropecuária uma significativa resposta em termos de produção e não criar um ônus a mais a um setor que tanto tem contribuído para o controle da inflação e geração de divisas.

Fonte: Geraldo Barros - responsável pelo cálculo do PIB do Agronegócio, Índices de Exportação, e coordenador da área de custos de produção do Cepea

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Crescimento do agronegocio no Brasil depende da preservacao ambiental, alerta ministerio

Wellton Máximo Repórter da Agência Brasil

Brasília - O agronegócio no Brasil tem potencial para crescer pelos próximos dez anos, desde que a produção se fundamente na preservação dos recursos hídricos e do solo. A conclusão é do estudo Projeções do Agronegócio: Mundial e Brasil, divulgado na última semana pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.
O relatório pretende orientar a política do ministério nos próximos anos. De acordo com o estudo, para que o crescimento ocorra de forma consistente, é essencial o desenvolvimento de tecnologias para a conservação da água, da floresta e da fertilidade natural das terras. Segundo o documento, a Amazônia terá de ser objeto de uma política específica que preserve a sustentabilidade da floresta.
Conforme o estudo, a oferta de recursos naturais no Brasil será fator de competitividade no futuro, quando o aumento da população e da renda mundial elevará a demanda por alimentos. “A disponibilidade de recursos hídricos será de fundamental importância para o desenvolvimento do agronegócio e para a segurança alimentar”, afirma o documento.
De acordo com o relatório, o Brasil poderá se beneficiar do crescimento da população mundial, que deve pular dos atuais 6,5 bilhões de habitantes para 8,3 bilhões em 2030. O maior aumento se dará na Ásia, que terá mais 1,1 bilhão de pessoas no período. Nesse cenário, segundo o estudo, alguns países superpopulosos, como China e Índia, enfrentarão escassez de áreas cultiváveis e alta demanda por comida.
Para o Ministério da Agricultura, a manipulação genética de plantas não se opõe à preocupação com o meio ambiente. Na avaliação dos autores do estudo, as melhorias na produtividade obtidas com os avanços da biotecnologia, farão com que boa parte do crescimento da produção agrícola não se dê sob a expansão da área plantada. “O desafio é incorporar as inovações científicas e tecnológicas ao agronegócio brasileiro, garantindo a sua competitividade no médio e longo prazo”, afirma o relatório.
Pelas projeções do ministério, o efeito do ganho da produtividade poderá ser sentido principalmente na produção de grãos. O estudo aponta que, daqui a dez anos, a área plantada de soja, trigo, arroz, feijão e milho atingirá 51,43 milhões de hectares, o que representará aumento de 15,7%. No mesmo período, no entanto, a colheita será de 147,77 milhões de toneladas, volume 26,8% maior que o obtido na última safra.
Além das próprias projeções do Ministério da Agricultura, o documento baseou-se em informações de órgãos e entidades nacionais, como o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O relatório também leva em conta dados de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O trabalho dá continuidade a relatório divulgado em 2006.

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